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29 Novembro 2012
atualizado em 30 Janeiro 2013, 13:00
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AS ORIGENS DO SUCESSO

Revelado como Grémio Inhumense, nascido em Inhumas em 3 de Março de 1999, Estado de Goiás, foi como Grémio Esportivo Anápolis, porém, que se afirmou e se mostrou ao Mundo.

Desde Anápolis, Brasil. Em 2007, o nome do Grémio Anápolis correu o Mundo. “O campeão em transferências foi o Grêmio Esportivo Anápolis, expoente da segunda divisão do Campeonato Goiano… Em 2007, o clube vendeu 17 atletas, todos para o futebol português”, relatou a Imprensa brasileira, com natural impacto na Europa, especialmente em Portugal. A arte de exportador num só ano rendeu os maiores elogios, mas o histórico de transferências já ultrapassou em muito a  centena. Clube empresa de referência no Brasil, o Grémio Anápolis está de volta à elite do futebol goiano para disputar em 2013 o Goianão. Após 3 anos de licença administrativa, o Grémio Anápolis voltou à actividade em 2011 e superou a concorrência em toda a linha: campeão invicto; melhor ataque; artilheiro da competição; melhor defesa… O sucesso aumentou, sem receio, a responsabilidade para o ano seguinte. E a verdade é que 2012 mostrou, de novo, que a organização e sentido de responsabilidade quebram todas as barreiras e deixam o sucesso iminente: em nova manifestação de qualidade, garantiu o regresso à 1.ª Divisão.

 


OS NEGÓCIOS

Verona, precisamente em 1999, foi o primeiro jogador a ser negociado pelo Grémio Anápolis para Portugal, neste caso para o E. Amadora.

Um ano depois, foi comprado pelo Belenenses. Dois anos depois, em 2001, o internacional brasileiro Jorginho foi contratado pelo V. Setúbal para iniciar um percurso de grande sucesso. De Setúbal, saiu para o FC Porto e depois para o Sp. Braga. Em Braga, novas histórias de sucesso com chancela de qualidade do Grémio Esportivo Anápolis. Vandinho e Jaime, após brilhante trabalho no Rio Ave, foram comprados pelo Sp. Braga. Vandinho brilhou: 7 épocas em Braga e uma ligação profunda ao clube da moda em Portugal. O Sp. Braga sabe o que o compra e não hesitou em adquirir Baiano, defesa-direito que mostrara qualidade no Belenenses e depois no P. Ferreira. E para uma defesa ainda mais segura, contratou o defesa-central Paulo Vinícius, atleta que o Grémio Anápolis vendera numa primeira fase à U. Leiria. Sempre atento, o Sp. Braga prepara no laboratório da equipa B o crescimento de mais mais jovens revelados pelo Grémio: Mauro e Manoel.
A manifestação de qualidade do trabalho do Grémio Anápolis é uma referência em praticamente todos os clubes portugueses. O Benfica contratou no passado Éder (depois vendido à U. Leiria) e mais recentemente o FC Porto assegurou os serviços de Soares, um médio revelado pelo Vila Nova. Mas não só. O V.  Guimarães comprou Paulo César; a Académica definiu Fernando como alvo; o Rio Ave apostou na dupla Delson e Danielson; Maurício Ká reforçou o P. Ferreira;  Saulo a Naval e Wesnalton e Cleuber vincularam-se no Leixões.
O mercado português é o predilecto das negociações do Grémio Anápolis e este abre novos caminhos e consequentes valorizações das carreiras desportivas dos atletas. Cardozo chegou ao E. Amadora, mas seguiu para os romenos do Panduri; tal como Marcelo Goianira, que depois de representar o mesmo clube foi contratado pelo gregos do Panthrakikos; Nei mostrou potencial na Ovarense, Moreirense e Naval, mas depois seguiu para o CSKA, Al-Shabab e Al-Nasr até ser comprado pelo Changchun Yatai; Marcelão foi uma referência do Boavista e acabou vendido aos gregos do Asteras Tripolis.
E acrescente-se Bruno Lopes. Revelado pelo Grémio Anápolis, foi goleador na Anapolina (Estadual) e no Vila Nova (Série B) e acabou vendido directamente para o Albirex do Japão.

 


 

ANÁPOLIS: UMA CIDADE NO TOPO DE BRASIL

Anápolis é a cidade que recebeu o Grémio Anápolis com cortesia e respeito. Anápolis, cidade centenária, está no top do ranking das que mais crescem actualmente no Brasil.

Enquanto aguarda pelo seu Aeroporto de Cargas, o Porto Seco Centro-Oeste é o terceiro maior do país e movimenta perto de 4 bilhões de reais ao ano com 150 países a exportarem os seus produtos através de Anápolis.
Localizada entra Brasília e Goiânia, a capital estadual, Anápolis tem um PIB de 8 milhões de reais, mas os dados globais da região Centro-Oeste são extraordinários. Atente-se nesta passagem de um estudo de 2011: “Cerca de 9 milhões de pessoas vivem hoje ao longo dos 209km do eixo Brasília-Anápolis-Goiânia. A soma supera o número de habitantes das regiões metropolitanas de Porto Alegre e Recife e faz do corredor a terceira maior aglomeração do Brasil. Segundo projeções demográficas, a população deve mais que dobrar em 20 anos e alcançar, em 2030, o total de 20 milhões de pessoas. O trecho da BR-060 entre Brasília e Goiânia é o espelho do desenvolvimento de uma região que cresce a taxas chinesas, avança pelo Planalto Central e se consolida como o maior mercado do país fora do eixo Rio-São Paulo. As riquezas produzidas no caminho que divide dois centros consumidores em franca expansão já respondem por um Produto Interno Bruto (PIB) estimado em R$ 230 bilhões, em valores atualizados. É como se cada quilômetro da rodovia movimentasse mais de R$ 1 bilhão. O montante representa em torno de 6% do PIB do Brasil e quase 70% do PIB da região Centro-Oeste”
Especialistas defendem que “qualquer projeto de logística hoje no Brasil passa pelo eixo Brasília-Anápolis-Goiânia”, o que se percebe pelas empresas radicadas em Anápolis. Caoa Montadora (com a fábrica da Hyundai), AmBev, Hering, Granol e as gigantes farmacêuticas Hypermarcas e Teuto são as mais conhecidas.